O Movimento em Defesa do Rio Tinto denunciou, esta segunda-feira, que a ETAR do Meiral, em Gondomar, encontra-se a funcionar sem licença desde o início do ano, reafirmando que esta estação "é um problema ambiental grave".
"Dois anos depois, mais uns milhões gastos e uma gestão incapaz do processo de remodelação da ETAR, a Águas de Gondomar nega o óbvio quando a ETAR de Meiral continua a ser um foco brutal de poluição, por não tratar as águas residuais de origem doméstica da cidade de Rio Tinto em condições aceitáveis de as drenar no meio hídrico: rio Tinto", refere o movimento.
Em declarações à Lusa, Marta Macedo, do MoVe Rio Tinto, afirmou que, em reunião realizada na semana passada com representantes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), foi possível perceber que "a ETAR se encontra a operar sem licença de utilização dos recursos hídricos para rejeição de águas residuais desde 1 de janeiro, porque os valores do tratamento das águas não inspiram confiança à APA".
"O efluente descarregado no rio Tinto não cumpre os parâmetros legais", sustentou, lembrando que, no âmbito das descargas poluentes efetuadas em dezembro, a APA "instaurou um processo de contraordenação à empresa Aguas de Gondomar".
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