Na sequência da recente descarga de esgoto sem tratamento para o Rio Tinto e relativamente à Estação de Tratamento de Águas (ETAR) do Meiral,  a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Câmara Municipal de Gondomar vão monitorizar a gestão da Águas de Gondomar.

 

Em comunicado enviado pela Câmara, a decisão foi tomada no decurso de uma reunião entre responsáveis daquelas três entidades. Esteve presente, também, o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto.

O "Movimento em Defesa do Rio Tinto" denunciou que mais de sete milhões de litros de esgoto tinham sido lançados sem tratamento naquele rio porque a ETAR do Meiral não estaria em funcionamento.

A Águas de Gondomar não detetou um problema ocorrido, no final do ano passado, na ETAR do Meiral, após um corte de energia elétrica, que teve como consequência uma
descarga poluente para o Rio Tinto. Na sequência, a APA levantou um processo de contra-ordenação à Aguas de Gondomar.


A ETAR do Meiral, cuja responsabilidade de gestão pertence à Águas de Gondomar, concluiu em dezembro último, com cerca de meio ano de atraso, obras avaliadas em cerca de 4,5 milhões de euros para melhoria da eficácia da estação. O tratamento físico-químico das águas residuais está já a ser efetuado em pleno, estando previsto o funcionamento a 100% entre fevereiro e março próximos da componente biológica, altura em que a APA e a Câmara Municipal de Gondomar deixarão de acompanhar a gestão da Água de Gondomar relativa à ETAR do Meiral.

Entretanto, nos próximos dias, responsáveis da Agência Portuguesa do Ambiente e das câmaras municipais de Gondomar e do Porto voltarão ao local, para avaliação e estudo de possibilidades alternativas ao tratamento que é feito na ETAR do Meiral.